I will not change to please anyone
26/05/2012 20:04
Ele pisou sem dó no meu meio sorriso, fazendo ele virar um pavor inteiro e verdadeiro. Eu canso dos meus meio sorrisos tanto, tanto, que prefiro que a vida seja assim mesmo. E aí me pergunto se chorei de tristeza profunda ou alegria libertadora, o que acaba dando no mesmo porque minha profundidade me liberta.
Tati Bernardi.  

26/05/2012 20:03
E a gente promete nunca mais telefonar para quem nos faz sofrer, mas acaba telefonando, e ele atende, e implica, e a gente some, e ele chama, e a gente volta, e briga, e ama, e sofre, e ama, e ama, e ama, e desama, e termina, e quando parece que cansamos, que não há mais espaço para um novo amor, outro aparece, outro parto, começa tudo de novo, aquele ata-e-desata, o coração da gente sendo puxado para fora.
Tati Bernardi 

26/05/2012 20:03
24/05/2012 18:56
O amor não tem a ver com palavras idiotas, mas com grandes gestos. O amor tem a ver com faixas sobrevoando estádios, pedidos em telões, palavras gigantescas no céu. O amor é ir além das forças, ainda que machuque. Liberar os sentimentos. O amor é achar dentro de si uma coragem que nem sabia existir.
ABC do amor

24/05/2012 18:52
23/05/2012 19:33
Eu havia recordado do dia em que me dissestes cara a cara fixando seus olhos aos meus, e um tanto quanto confusos e fora de órbitas, que eu não sabia absolutamente nada sobre você, e bom, você estava errado. Definitivamente errado. Talvez pensastes dessa forma porque nunca me contou boa parte da tua vida, ou nunca desabafou teus enigmas comigo. Tu sempre foi uma incógnita, mesmo eu supondo que tenha desvendado você completamente. Talvez não. Outro dia desses me peguei rondando as lembranças aqui dentro, recordei-me quando você falou á mim em mais um daqueles dias tumultuados entre eu e você, -os quais eram bastante constantes-, tu dissestes, “eu vivo muito bem sem você, e se eu não consigo isso, tudo bem, eu aprendo.” É verdade, você sempre soube ser independente, sempre soube ser autônomo, sempre conseguiu viver convenientemente normal com minha ausência, talvez porque tu nunca precisou de mim tanto quanto eu precisei de você, talvez porque tu nunca deu importância a todo o valor que eu atribuí a ti, nunca nem sequer mostrou sentir o mesmo. E cá entre nós, você nunca me amou.
Escrevo isso e rio, rio e ao mesmo tempo, me odeio, odeio por ainda insistir ousar em escrever qualquer coisa destinada a ti, e rio por você ter perdido a pessoa que mais te amou. Porque eu sempre fui a única pessoa que sempre voltava todas as vezes você mandava embora, porque eu sempre fui a única que aturava teus dramas, tuas crises, teus conflitos consigo mesmo, teus enfraquecimentos, quedas e a única que suportava teus erros sequenciais.
Porque eu fui a única, em todo esse período que foi capaz de te amar e te odiar ao mesmo tempo, capaz de por fim em todo aquele orgulho exagerado que sempre me impediu de tudo. Fui capaz de mudar certas atitudes só porque tu nunca compreendeu o motivo de tais. Porque sempre fui eu, em todo esse tempo, que conseguiu suportar cada palavra torturante que tu constantemente dizia a todo mundo, e que, bom, eu nunca me importei. Talvez porque eu te amasse. Eu cheguei a pensar o porquê de amar alguém que me causa mais dor e sofrimento, cheguei a me questionar o motivo de te amar tanto e não receber o teu amor em troca.
E bom, você lembra que nós nunca dizíamos “eu te amo” um ao outro? Nunca nem sequer, trocamos essas palavras clichês de hoje em dia, essa coisa que todo mundo diz. Nós sempre fomos tão diferentes de todo mundo, uma relação sem pé nem cabeça, talvez não chegasse a ser uma “relação”, talvez porque nunca nos comprometemos a nada. Era uma verdadeira confusão, e cara, eu amava essa confusão, de verdade. Não importasse quantas vezes eu tivesse de te convencer que não iria desistir quando você me dava razões o suficiente. Talvez a explicação o qual tu sempre foi tão desleixado quando o assunto era eu, EU, e-u, eu mesma, porque você sempre me teve nas mãos. Me teve pra você. Inteiramente sua. Sem precisar ter um medo exacerbado de me perder. Sem se esquecer que, o motivo o qual fomos sempre tão repulsivos a aquelas três palavras que nos entregava totalmente, é que talvez ela nos exigisse a mesma resposta. E, tu nunca quis dizê-las. Ou sempre tentou evitá-las.
Acabei me flagrando relembrando algum daqueles malditos textos armazenados na minha masas cinzenta escritos por Clarice Lispector, os quais, sempre os relacionava á nós, na verdade, qualquer coisa relacionada a “amor” eu ligava a mim e você. Em um dos meus tumultos internos, recordei daquele trecho em que ela dizia “porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado.” Talvez eu tenha feito isso, digo, com nós, talvez fôssemos assim, um verdadeiro cálculo sem resultado algum, talvez isso se encaixasse totalmente a nós: eu havia somado a falta do teu amor, com o excesso do meu. E veja só o que nos tornamos: uma inequação. Aquelas em que algo supera outro, porque cá entre nós, sempre foi assim, sempre foi um tanto quanto insignificante pra você qualquer coisa que viesse de mim. É como se tu tivesse escutado uma música, gostado da melodia, mas sem ter prestado atenção na letra. Porque pra você, eu sempre fui aquele tipo de pessoa substituível que tu só procurava quando não tinha mais ninguém para ouvir mais uma daquelas tuas ladainhas de boca pra fora. Enquanto eu, vivia ou até, sobrevivia nos teus pés, te procurando em todas as horas do dia só pra te perguntar como você estava.
Mas a verdade é que tu nunca vai encontrar outra como eu, nunca vai encontrar alguém capaz de mudar para se adequar ao que tu tanto quis, mesmo sem ter conseguido chegar a meta esperada por você. E bom, eu nunca entendi o modo como tu sempre foi tão retorcido em relação á mim, como tu sempre me tratou com tanta indiferença ou como algo que tu não fizesse questão alguma em ter. Como ler uma reportagem sem manter-se atento, pois já sabia de cor e salteado o conteúdo dela. Foi realmente isso, eu que sempre fui tão confinante á ti, e você que sempre foi remoto a mim, porque tu nunca me dizia nada em respeito a você, nunca me dizia sobre o quão você odiava cheiro de gasolina ou barulho de grama sendo cortada, aliás, você também não sabia muito sobre mim, o máximo, sabia que odiava bebidas e energéticos.
O que me assombra, além da sua história que foi rabiscada por mim, são suas risadas psicóticas doentias como se você estivesse adentrando ao abismo da morte, passo a passo, toque a toque. Você se suicida três vezes por minuto, e me mata em todos os segundos de uma hora. Mas eu revivo e sobrevivo todas as vezes que você me traz o sorriso de volta. E, meu bem, não sei se isso muda alguma coisa pra você, mas, não somos capazes de cuidar de nós mesmos. Morremos. Sei que também entre tantos vendavais que nos empurraram para o fim, houve uma alegria que nos retornava e nos tirava desse turbilhão de sentimentos insanos, sei que também houve apego. Mas nunca fomos de verdade, nosso amor é grande demais para ser real e compreensível.
— Fui até o fim do poço por você, Ariel S.  

23/05/2012 8:42
Um amigo me disse que o jeito mais correto de começar uma história é contar sobre primeiros acontecimentos, talvez sentimentos, ou até mesmo pensamentos que andaram enchendo a cabeça para que haja um melhor entendimento. Sinceramente, não quero que as pessoas entendam nada, porque nem mesmo eu entendo. Prefiro iniciar do fim, esse sim é um bom começo. Sem surpresas agradáveis, ou não, curiosidades e opiniões formadas. Nada é certo quando se trata do que fomos e do que buscamos ser hoje. É sem sucesso, porque creio eu que quanto mais tentamos viver bem um longe do outro, mais afundamos em um poço imaginário que nos engole e arranca o ar, as forças, as vísceras e nos enche de orgulho, de vácuo, de distância. E eu não quero me afastar. Céus! Como eu queria abandonar tudo, tirar esta roupa de amor próprio, de receio, de insegurança, despir-me por completo e ir ao teu encontro, abraçar-te, pôr meu coração ao lado do teu e unir a tua respiração na minha. Mas algo me prende, pode muito bem ser medo, o mesmo medo que eu tinha quando estávamos juntos de te perder. Porque eu… bom, não suportaria um segundo adeus, nem mesmo um até logo, ou qualquer outra palavra que indique a partida, a ida para talvez nunca mais voltar. Então eu fico, mas não sozinha, e sim com a minha vontade de pôr as pernas para trabalhar e correr, desesperar-me, descabelar-me e agarrar-te com tudo que tenho, que sou, que serei e que ainda, torno a dizer, ainda posso te oferecer. É claro que há buracos, feridas, rasgos e coisinhas minúsculas que causam dor, mas não há outro que possa me trazer a cura senão você. Porque desde que você foi, ou melhor, que fomos embora, as coisas mudaram, e não digo pouco, digo radicalmente, como se o sol ficasse azul e o céu amarelo. E esse foi o fim, ou então o começo da minha história, que acabei escrevendo de um jeito meio inconsciente, sem escolher as palavras, deixando apenas que o que trago por dentro controle as minhas mãos. O principal ponto aqui, embora eu preferisse mil vezes falar sobre as tuas qualidades e os defeitos que eu descobri que você também tem e que aprendi a amar do mesmo modo que amo cada pedaço teu, é a despedida. Se naquela época eu pudesse te pedir algo, pediria que não fosse embora do jeito que foi. Acho que eu preferiria um bilhete, umas palavras não muito doces para que eu não vomitasse e não muito amargas para que eu não ficasse com gosto ruim na boca e sentisse raiva por ser privada da tua doçura, que sinto até hoje na língua. Fiz tudo errado, eu sei. Começando pela tentativa de contar uma história sobre nós. Sobre nós. Nós. Não, não irei voltar à estaca zero. Já superei o esfeito que esse pequeno pronome, essa pequena palavra com três letras tem sobre mim. Então que eu volte a falar dos meus erros, e um dos piores deles foi não ter te agarrado não sei por onde e ter te feito ficar. Mas sem arrependimentos agora. E também, não aguento mais tentar explicar nada. Não há explicações, não há justificativas para o que fizemos. Rompemos com tudo, com nossas juras, promessas, sonhos e tudo mais. Fomos errados na medida errada. Hoje sofremos, hoje queremos um ao outro sem poder. Ou podemos? Ou a porta ainda está aberta e você só espera que eu tenha coragem o suficiente para passar por ela? Pois saiba que a minha também está. Quem sabe um dia eu ganhe fama e essas palavras que escrevi agora não se tornem conhecidas, não virem um daqueles textos escritos em calendários, ou na última folha de um caderno qualquer e você tome conhecimento disso tudo. Se um dia isso acontecer, bom, saiba que eu te espero e que na verdade, nunca quis que você fosse embora. Errei e estou procurando desesperadamente por um acerto. Há saudade em mim, há tudo e se está se perguntando se também há amor, a resposta é sim.
— Evelyn Cardoso, o fim também pode ser o começo de uma história.   

23/05/2012 6:55

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